Andy Burnham assumes premiership amid UK decade turmoil

Andy Burnham tomou posse nesta segunda‑feira, dia 20, tornando‑se o sétimo primeiro‑ministro do Reino Unido em uma década de instabilidade governamental desde o referendo de saída da União Europeia. A cerimônia marcou a culminação de um período em que, em dez anos, o país viu sucessivas trocas de liderança sem conseguir definir uma direção clara para a economia e a política externa. A sequência começou em junho de 2016, quando o Brexit foi aprovado por 52% a 48%, provocando a renúncia do primeiro‑ministro conservador David Cameron e a ascensão de Theresa May. Em 2017, May convocou eleições antecipadas buscando reforçar a maioria parlamentar, mas acabou perdendo a maioria e precisou firmar acordo com o Partido Unionista Democrático da Irlanda do Norte para permanecer no governo. Em maio de 2019, diante da paralisação do Parlamento sobre o Brexit, May renunciou; Boris Johnson venceu a disputa interna do Partido Conservador e, em dezembro do mesmo ano, conduziu os conservadores a uma vitória eleitoral histórica, a maior desde Margaret Thatcher em 1987. Em janeiro de 2020, o Brexit foi finalmente concretizado sob o mandato de Johnson. Durante esse intervalo, o Reino Unido enfrentou crescimento econômico baixo, dívida pública elevada e aumento dos gastos com o Estado de bem‑estar social, tudo isso enquanto surgiam ameaças globais crescentes. Burnham, conhecido como “rei do Norte” por defender os interesses da região enquanto prefeito de Manchester, declarou em coletiva na sexta‑feira, 17, que está pronto para assumir o poder e oferecer esperança a “lugares esquecidos por toda parte”. No entanto, a matéria não traz detalhes sobre políticas específicas, prazos ou recursos destinados a reverter a estagnação econômica. A reportagem deixa em aberto quais medidas concretas o novo governo implementará para enfrentar a dívida, o baixo crescimento e a pressão sobre o sistema de bem‑estar, bem como como pretende responder às ameaças internacionais que se intensificam. O que falta são respostas claras sobre o plano de ação da nova liderança.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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