Na manhã de 7 de setembro, Romeu Zema, governador de Minas Gerais e pré‑candidato à Presidência, realizou um ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo. O evento contou apenas com membros de sua equipe e jornalistas; ele pendurou uma faixa com a frase “Chega de intocáveis”. Manifestantes do PT presentes hostilizaram o governador, enquanto policiais militares impediram a aproximação do grupo. Zema aproveitou a ocasião para reiterar propostas de reforma no processo de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Defende a criação de uma lista tríplice elaborada por OAB, STJ e MPF, e sugere que, se eleito, indicaria apenas candidatos acima de 60 anos, preferencialmente com carreira acadêmica. Também criticou os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, e acusou o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, de comprar autoridades, sem apresentar provas. Além das mudanças no STF, o governador propôs o fim das decisões monocráticas dos ministros, questionando se a assinatura de um único juiz deveria ter peso maior que o de centenas de parlamentares. Propôs ainda que a agenda do presidente da República e as ligações telefônicas realizadas no Palácio do Planalto fossem tornadas públicas, estendendo a obrigação a parentes de cargos altos. Quando perguntado sobre risco de prisão pela faixa, Zema afirmou não temer tal consequência. O ato, marcado por ausência de apoiadores e por respostas evasivas das autoridades, deixa dúvidas sobre a viabilidade das propostas apresentadas. Até o momento, nenhum órgão oficial se manifestou sobre as mudanças sugeridas, nem sobre as acusações contra Vorcaro. A falta de esclarecimentos mantém a população em expectativa sobre os rumos da candidatura.
Redação Jornal Voz do Litoral
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