O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desautorizou a retirada emergencial de sedimentos no rio Tapajós, que pode ter sua navegabilidade afetada pelo ‘Super El Niño’ nos próximos meses. Em uma reunião no Palácio do Planalto, Lula contrariou seus auxiliares e decidiu não acatar as recomendações de iniciar imediatamente a dragagem de manutenção do rio. A decisão foi tomada após lideranças das comunidades locais ameaçarem fazer protestos e escalar o tom contra as obras. O governo participou em peso da reunião, com a ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, liderando as discussões. O projeto de dragagem do Dnit acabou sendo engavetado após indígenas de 14 etnias ocuparem o terminal da Cargill em Santarém em protesto contra a dragagem de manutenção do rio. Diante da iminência do fenômeno climático El Niño, o governo e o setor privado acenderam um alerta e resgataram um acordo de cooperação entre o Dnit e a Abani. No entanto, Lula decidiu não autorizar a dragagem emergencial, contrariando as expectativas do setor privado e do governo. A decisão pode ter impactos significativos na navegação do rio Tapajós e na exportação de grãos do país. Ainda não está claro o que motivou a decisão de Lula, mas é certo que a questão da dragagem do rio Tapajós permanecerá como um tema importante na agenda do governo nos próximos meses.
Redação Jornal Voz do Litoral
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