STF adia julgamento de acusações até pós-eleição

Uma ala do Supremo Tribunal Federal acredita que o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, marcará a sessão plenária para julgar a troca de acusações entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes somente após as eleições de outubro. O prazo estabelecido por Fachin para que magistrados, a Procuradoria‑Geral da República e a Polícia Federal se manifestem termina na semana do dia 21 de dezembro. A estratégia foi interpretada como tentativa de ganhar tempo e evitar que o caso seja debatido no calor da campanha eleitoral. O embate entre Mendonça e Moraes envolve duas frentes distintas. O relatório da Polícia Federal traz mais de cinquenta mensagens enviadas por Vorcaro ao ministro, incluindo indagações sobre uma possível fuga do país, e revela que Moraes editou um contrato de R$ 131 milhões firmado pela esposa, Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master. Por outro lado, Mendonça, no âmbito do inquérito das fake news, solicitou ao plenário investigação por crime de responsabilidade e improbidade administrativa, apontando suposto direcionamento político nos inquéritos do Master e do INSS. Fachin retirou o caso do inquérito das fake news e o autuou em processo separado, o mesmo que contém a decisão de Mendonça contra Moraes. A expectativa de que a decisão final recaia sobre o plenário surge em meio a avaliações de outros ministros, que consideram inadequado pautar o julgamento próximo ao primeiro turno para evitar contaminação política. Uma alternativa discutida nos bastidores seria a própria presidência da Corte resolver individualmente a troca de acusações, embora a tendência apontada seja a condução conjunta pelo plenário. Enquanto isso, o prazo para manifestações avança e a Corte ainda não definiu a data da sessão. A data definitiva para o julgamento permanece indefinida, assim como os desdobramentos das investigações sobre as mensagens de Vorcaro e o contrato de R$ 131 milhões. A falta de posicionamento oficial deixa dúvidas sobre como o STF lidará com um dos casos mais sensíveis de sua história, especialmente em um cenário eleitoral.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

Descobrem casa de banhos romana em sítio da Sérvia

STF avalia protesto menor e mantém ritmo de investigação