Na tarde de 29 de julho, uma forte ventania atingiu a região Sudeste, atingindo o Rio de Janeiro por volta das 16h. As rajadas chegaram a aproximadamente 100 km/h, provocando cinco mortes, apagões, queda de árvores e interrupções em serviços essenciais. O Aeroporto Santos Dumont chegou a suspender pousos e decolagens durante o pico da ventania. Três amigas de Irecê, na Bahia, que visitavam o Cristo Redentor foram surpreendidas pela súbita rajada. Sem aviso prévio, buscaram abrigo na grade do monumento e, posteriormente, foram conduzidas pelos funcionários do Parque Nacional da Tijuca a um sanitário, onde permaneceram cerca de três horas. Elas relataram o clima de desespero, com pessoas chorando, abraçando e procurando familiares. As turistas questionam a decisão de manter o Cristo Redentor e o Bondinho abertos, apontando risco à vida. Meteorologistas explicaram que o fenômeno foi causado por uma frente de rajada, resultante do contraste entre massas de ar quente e seco e uma frente fria úmida que avançava pelo Sul do país. Ainda não há esclarecimento oficial sobre a falta de alertas e as medidas de segurança adotadas nos pontos turísticos durante o evento.
Redação Jornal Voz do Litoral
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