Polícia militar mata motociclista após tentativa de armar

Na tarde de quinta‑feira, 30 de julho, um motociclista de 29 anos foi morto a tiros por policiais militares na Cidade Ademar, zona sul de São Paulo. Segundo o boletim da Polícia Militar, Guilherme Luis Ferreira Jesus conduzia uma Honda CG 160 com acompanhante sem capacete, foi abordado por viaturas em patrulha e, ao não obedecer à ordem de parada, tentou fugir. Após perder o controle da moto na Travessa Liberalina, o motorista correu a pé, resistiu à contenção física e ao spray de pimenta, e, em nova tentativa de prisão, teria colocado a mão na arma de um agente, tentando retirá‑la do coldre. O policial que presenciou a ação disparou cinco vezes, provocando três perfurações – uma no flanco esquerdo e duas na região subclavicular direita – que foram registradas pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). O DHPP conduziu a perícia, encontrou quatro estojos de munição calibre .40 e constatou que a ocorrência foi registrada apenas às 19h58, mais de cinco horas após o fato, que ocorreu por volta das 14h48. As imagens das câmeras corporais utilizadas pelos policiais foram solicitadas para a investigação, mas ainda não foram divulgadas. A motocicleta apresentava placa que não correspondia ao veículo; a verificação do chassi revelou que a placa original era UDZ2D03 e que a moto havia sido registrada como roubada em um assalto ocorrido em 8 de julho em São Bernardo do Campo, onde foram subtraídos também um iPhone 13, um relógio de pulso e um capacete. A Polícia Civil informou que o proprietário da moto será ouvido, mas até o momento não há respostas oficiais dos agentes envolvidos sobre a condução da ação e a justificativa dos disparos. A falta de transparência sobre as imagens de câmeras corporais e a ausência de posicionamento dos policiais levantam dúvidas sobre a legalidade da força empregada e a responsabilidade pelos mortos.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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