A erupção do vulcão Fuego, localizada a cerca de 50 quilômetros a sudoeste da Cidade da Guatemala, entrou em fase explosiva crítica na segunda‑feira (3), lançando lava e colunas de cinzas que se mantêm em atividade. Até terça‑feira (4), as autoridades confirmaram a retirada de 1.699 moradores de comunidades próximas, enquanto fluxos piroclásticos descem pelas ravinas ao redor do cone. As cinzas foram detectadas a até 120 quilômetros de distância, atingindo altitudes superiores a 5.000 metros, segundo Edwin Rojas, diretor do Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia. A agência guatemalteca de gestão de desastres (Conred) informou que mais de 29 mil pessoas foram afetadas pela queda de cinzas, gerando alerta ao setor de aviação civil. A Direção‑Geral de Aviação Civil emitiu aviso aos pilotos sobre a presença de partículas na atmosfera a oeste e sudoeste do vulcão, até a fronteira com o México, embora o principal aeroporto internacional do país continue operando. Três regiões declararam alerta vermelho, a medida máxima, para incentivar a evacuação. A secretária‑executiva da Conred, Claudinne Ogaldes, destacou que a lei da Conred não tem caráter coercitivo, exigindo visitas porta a porta para convencer as famílias a deixarem suas casas. O ministro da Defesa, Henry Saenz, prometeu patrulhamento das áreas para prevenir saques, apontados como principal resistência dos moradores. Até o momento, 18 comunidades relatam impactos de fumaça e cinzas, sem registro de fluxos de lava ou danos estruturais às residências. As aulas foram suspensas em alguns municípios vizinhos, e a Conred encaminhou informações ao Ministério da Educação para avaliação de medidas adicionais. O acesso de turistas aos vulcões Acatenango e Fuego foi restrito indefinidamente, e a Rodovia Nacional 14 foi interditada como medida preventiva.
Redação Jornal Voz do Litoral
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