As investigações da Polícia Federal envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tornaram-se o principal foco de embate entre oposição e governo no início oficial da campanha eleitoral. Enquanto parlamentares do Partido Liberal e aliados intensificam ofensivas contra o Palácio do Planalto, governistas reagem cobrando explicações sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro que teria recebido recursos de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. O filho do presidente da República é alvo de três inquéritos conduzidos pela Polícia Federal que apuram suspeitas de tráfico de influência. As apurações contra Lulinha levaram a campanha petista a demonstrar apreensão quanto a uma possível perda de sustentação nas pesquisas de intenção de voto. Contudo, o levantamento mais recente do Datafolha, realizado entre os dias 18 e 19 de agosto com 2.058 entrevistados, apontou Lula com 39% das intenções no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro registrou 33%. A pesquisa possui margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Na frente parlamentar, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, defendeu publicamente a continuidade das apurações. No Congresso Nacional, o senador Carlos Viana comanda a articulação para instalar uma comissão parlamentar mista de inquérito focada na atuação do filho do presidente. Viana solicitou ao diretor-geral da Polícia Federal informações sobre a localização exata de Lulinha, que reside atualmente em Madri, na Espanha, além de requerer ao Supremo Tribunal Federal a preservação de provas do processo. Por outro lado, a articulação da CPMI enfrenta resistência técnica e política para conseguir avançar no curto prazo. Em meio às acusações mútuas, o presidente Lula declarou que o filho deve se colocar à disposição das autoridades judiciais e responder por seus atos. A estratégia dos governistas busca desvincular o caso de Lulinha das suspeitas que envolvem o filme sobre Bolsonaro, no qual o senador Flávio Bolsonaro é implicado nas denúncias. Segundo a Polícia Federal, os inquéritos de ambos os episódios não têm previsão de conclusão antes do término do período eleitoral.
Redação Jornal Voz do Litoral
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