A Quaest divulgou nesta segunda-feira (24) uma nova rodada de pesquisas sobre a corrida presidencial de 2026 em seis estados brasileiros: Alagoas, Maranhão, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os levantamentos, realizados entre 20 e 23 de agosto com 804 a 900 entrevistados em cada estado, testaram dois cenários de primeiro turno: um incluindo Pablo Marçal (PRTB) — que, embora inelegível, teve seu registro de candidatura mantido pelo TRE-SP até 2032 — e outro sem sua participação. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A eleição está marcada para 4 de outubro de 2026. Em Alagoas, Lula (PT) lidera com folga: 44% das intenções de voto no cenário sem Marçal, contra 29% de Flávio Bolsonaro (PL). Com a inclusão do candidato inelegível, a vantagem sobe para 45% a 30%. No Maranhão, o cenário é ainda mais favorável ao petista: 58% sem Marçal e 57% com ele, enquanto Flávio Bolsonaro mantém 20% em ambos os casos. A vantagem de Lula supera 30 pontos percentuais, o maior distanciamento entre os estados pesquisados. No Paraná, entretanto, Flávio Bolsonaro aparece na liderança: 41% sem Marçal e 42% com ele, contra 23% e 24% de Lula, respectivamente. Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 5% no primeiro cenário e 3% no segundo. No Rio Grande do Sul, a disputa é mais acirrada: Lula lidera com 37% sem Marçal e 38% com ele, enquanto Flávio Bolsonaro tem 33% e 34%. O cenário inclui ainda Romeu Zema (Novo) com 5% e Ronaldo Caiado com 4%. Os dados revelam padrões distintos entre as regiões. Enquanto o Nordeste — especialmente o Maranhão — apresenta vantagem expressiva para Lula, o Sul e o Paraná mostram um cenário mais competitivo, com Flávio Bolsonaro à frente. A presença de Pablo Marçal, embora marginal nas intenções de voto, não altera significativamente a posição dos principais candidatos em nenhum dos estados. A pesquisa registrada no TSE com os números AL-05503/2026, MA-02558/26, PR-00001/26, RN-00002/26, RS-00003/26 e SC-00004/26, além dos registros nacionais BR-09091/2026, BR-01389/2026, BR-01390/2026, BR-01391/2026, BR-01392/2026 e BR-01393/2026. O que permanece em aberto é como esses cenários se traduzirão no dia da eleição, considerando a inelegibilidade de Pablo Marçal e a volatilidade do eleitorado. A proximidade da data do pleito — menos de dois meses — não oferece margem para erros de cálculo por parte das campanhas.
Redação Jornal Voz do Litoral
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