A Prefeitura de São Sebastião iniciou um projeto de recuperação de áreas destruídas pelas chuvas de fevereiro de 2023, que deixou 64 mortos, principalmente na Vila Sahy. A iniciativa, que já apresenta índice de regeneração superior a 80%, combina ações de educação ambiental com a formação de jovens para lidar com os impactos das mudanças climáticas. Segundo a gestão municipal, a tecnologia empregada acelera o processo de restauração de solos e vegetação, mas não detalha os métodos específicos utilizados nem os custos envolvidos. O projeto, ainda em fase inicial, tem como público-alvo moradores de bairros como Topolândia, Olaria e Enseada, áreas afetadas pela tragédia climática. A prefeitura afirma que as ações incluem oficinas para capacitar jovens em técnicas de manejo ambiental, mas não esclarece como será feita a manutenção a longo prazo dos resultados alcançados. A iniciativa surge em um contexto de cobranças por transparência em obras de contenção e reconstrução, especialmente após denúncias de atrasos e irregularidades em licitações, como a investigada pela Polícia Federal em 2025, orçada em R$ 5,3 milhões. Embora a prefeitura não tenha divulgado prazos para conclusão das etapas ou metas quantitativas além do índice de regeneração, a Defensoria Pública e o Ministério Público têm acompanhado o processo, cobrando respostas sobre a efetividade das medidas. A população, ainda lidando com reassentamentos incompletos e áreas de risco persistentes, aguarda por resultados concretos que justifiquem o investimento público. O projeto, contudo, não aborda diretamente os problemas crônicos de saneamento e drenagem na cidade, que seguem como demandas não resolvidas desde a tragédia de 2023.
Redação Jornal Voz do Litoral
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