União e Rio assinam acordo para retomar territórios

O Ministério da Justiça e Segurança Pública e o governo do estado do Rio de Janeiro assinaram dois acordos de cooperação técnica para fortalecer a presença do Poder Público em áreas dominadas por organizações criminosas. As assinaturas foram realizadas pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, e pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. O objetivo central é a retomada de territórios e a proteção de importantes corredores logísticos e acessos a aeroportos na capital fluminense. A parceria estabelece ações conjuntas baseadas no compartilhamento de informações, apoio operacional e integração de tecnologias. As medidas buscam enfraquecer as estruturas financeiras e patrimoniais do crime organizado. A cooperação poderá mobilizar efetivos e recursos de estruturas especializadas da Força Nacional de Segurança Pública, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal. Além disso, a estratégia prevê a integração entre os sistemas penitenciários federal e estadual, aplicando protocolos para o isolamento de lideranças criminosas e interrompendo a comunicação entre presidiários e facções nas ruas. No âmbito econômico, o combate às estruturas financeiras do crime será articulado com o apoio da Receita Federal, do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Banco Central e de agências reguladoras, visando identificar, bloquear e recuperar ativos ilícitos. No campo operacional, a atuação integrada reforçará a segurança na Avenida Brasil, Linha Vermelha, Linha Amarela, além dos acessos ao Porto do Rio de Janeiro e ao Aeroporto Internacional Tom Jobim. Para conter roubos de cargas e veículos, serão empregadas tecnologias de vigilância como cercamento eletrônico, leitores automáticos de placas, drones e centros integrados de comando e controle. Embora os documentos firmados garantam a disponibilização de inteligência federal e investigações patrimoniais alinhadas às prioridades territoriais definidas pelo estado, a efetividade do plano dependerá do cronograma de execução das operações no terreno e da integração contínua entre as forças envolvidas.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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