A Guarda Civil Municipal (GCM) de São Sebastião registrou 158 prisões em flagrante entre janeiro e junho de 2026, número que já supera em 92% o total de 171 ocorrências contabilizadas durante todo o ano de 2025. O aumento expressivo acompanha a ampliação da estrutura de segurança municipal, com reforço do efetivo — que deve chegar a 136 agentes —, novas viaturas e investimentos em tecnologia e monitoramento. Em 2025, o aumento do efetivo ocorreu somente a partir de setembro, enquanto neste ano a estrutura reforçada já atua desde o primeiro semestre, segundo dados da Secretaria de Segurança Urbana (Segur). A diversidade das ocorrências atendidas pela GCM também chama atenção. Nos primeiros seis meses de 2026, foram registrados 46 furtos, sete roubos e 64 ocorrências relacionadas ao tráfico de entorpecentes, além das 158 prisões em flagrante. No mesmo período de 2025, haviam sido 49 furtos e roubos, 30 apreensões de drogas e 85 prisões em flagrante. A administração municipal atribui o crescimento no número de prisões à maior capacidade operacional da GCM, com mais agentes, viaturas e canil nas ruas, além de ferramentas como videomonitoramento e Muralha Eletrônica, que auxiliam na identificação de veículos e localização de procurados. A atuação da GCM é complementada pela integração com as polícias Civil e Militar, com compartilhamento de informações e recursos tecnológicos. A prefeitura destaca que a ampliação do patrulhamento preventivo e das abordagens contribuiu para o aumento das prisões em flagrante. No entanto, o texto-fonte não detalha se houve mudanças nos índices de criminalidade ou se o crescimento nas prisões reflete um aumento real na ocorrência de delitos. Também não há menção a avaliações independentes ou cobranças de órgãos de controle sobre a eficácia das medidas adotadas. Ainda permanece em aberto se o reforço da GCM será suficiente para reduzir a criminalidade a longo prazo ou se os resultados recentes se sustentam com a manutenção das mesmas estratégias. Moradores e vereadores da cidade têm cobrado transparência em obras e ações de segurança, especialmente após a tragédia climática de fevereiro de 2023, que deixou 64 mortos e expôs fragilidades na gestão municipal. A ausência de respostas sobre o impacto real das prisões em flagrante e a continuidade das políticas de segurança deixam dúvidas sobre o que virá nos próximos meses.
Redação Jornal Voz do Litoral
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