Na manhã de sábado, 5 de maio, fortes chuvas desencadearam um deslizamento de terra em Gaoping, município do condado de Suichuan, província de Jiangxi, na China. O evento deixou ao menos uma pessoa morta e onze desaparecidas, segundo autoridades locais. O deslizamento ocorreu por volta das 4h (17h de sexta‑feira, horário de Brasília) e atingiu uma área residencial, danificando doze casas e prendendo mais de dez moradores. O fenômeno está ligado ao tufão Saudel, que chegou à costa de Fujian na manhã de quinta‑feira (3) e já havia retornado ao mar, ganhando força sobre o Mar do Sul da China. Saudel é o sétimo tufão a atingir a China em 2024 e o terceiro a alcançar a cidade de Yuhuan, no leste de Zhejiang, em menos de dois meses. Especialistas atribuem a frequência incomum dos ciclones ao fenômeno El Niño, que intensifica a pressão subtropical no Pacífico Ocidental. Além do deslizamento em Gaoping, as chuvas provocadas por Saudel elevaram o nível dos rios, gerando alertas de inundação e risco de novos deslizamentos, conforme alerta do Ministério dos Recursos Naturais. As Nações Unidas avisaram que o El Niño pode se tornar o mais forte já registrado até 2027, aumentando a probabilidade de eventos climáticos extremos. Desde o final de agosto, centenas de milhares de pessoas foram evacuadas de Zhejiang e províncias vizinhas, incluindo mais de 83 mil residentes de Fujian. Até o momento, as autoridades não divulgaram um plano de busca para os onze desaparecidos nem detalhes sobre o apoio às famílias das vítimas. A comunicação oficial limita‑se ao número de casas danificadas e ao relato de que mais de dez pessoas ficaram presas, sem indicar prazos para resgate ou reconstrução. A ausência de informações deixa a população local e observadores internacionais sem respostas claras sobre a gestão da crise.
Redação Jornal Voz do Litoral
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