STF acumula poder e gera choque interno, aponta Cortez

A análise de Rafael Cortez indica que o Supremo Tribunal Federal chegou a 2025 com o julgamento da trama golpista e a inédita condenação de integrantes do alto escalão das Forças Armadas, ao mesmo tempo em que registra um choque interno entre seus ministros. O cientista político traça a origem da crise institucional até 2014, quando a Operação Lava Jato, descrita como “hecatombe no mundo da política”, forçou o STF a arbitrar conflitos envolvendo setores público e privado. Entre 2014 e 2019, o tribunal esteve no centro de eventos como o impeachment da ex‑presidente Dilma Rousseff e a ascensão de Michel Temer, consolidando seu papel de mediador de crises de governabilidade. A partir de 2019, sob o governo de Jair Bolsonaro, o STF passou a ser alvo direto de ataques; o inquérito das fake news foi criado e a figura do ministro Alexandre de Moraes ganhou destaque, ampliando a liberdade individual dos magistrados. A soltura de Lula em 2021 marcou o encerramento de um ciclo iniciado com a Lava Jato, mas o período de 2022 a 2023 trouxe a tentativa de golpe de Estado e os eventos de 8 de janeiro, culminando em 2025 com o julgamento da trama golpista. Cortez argumenta que o acúmulo progressivo de poder na Corte, personificado nos ministros citados como ministro A e ministro B, gerou o atual choque interno que se torna observável ao público. O ponto central permanece: quem realmente controla o STF diante desse poder concentrado?

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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