Na noite de sexta‑feira (4), uma explosão sacudiu um quartel militar no município de Viacha, a cerca de 30 quilômetros de La Paz, matando inicialmente oito pessoas. Na manhã de segunda‑feira (7), autoridades confirmaram a morte de um nono indivíduo, cujo corpo foi encontrado entre os escombros e encaminhado ao necrotério para identificação. O comunicado do Ministério da Defesa não informou quantos ainda permanecem desaparecidos. Em coletiva, o porta‑voz Alarcón afirmou que a prioridade continua sendo localizar os camaradas desaparecidos e prestar respostas às famílias o mais rápido possível. A ministra da Saúde, Marcela Flores, relatou que 84 pacientes foram atendidos desde a explosão, com 31 ainda internados. O presidente Rodrigo Paz indicou que a causa está sendo investigada, mas apontou indícios de que o incidente resultou de manuseio inadequado de explosivos armazenados na instalação. Paz ressaltou que as Forças Armadas revisam seus protocolos e prometeu adotar tudo que for necessário para garantir maior segurança tanto aos militares quanto aos moradores das áreas próximas. Também anunciou período de luto nacional e pediu que a tragédia não fosse politizada. As autoridades ainda não divulgaram o número exato de desaparecidos nem estabeleceram prazo para a identificação dos restos. As Forças Armadas continuam a revisar procedimentos, porém não foram fornecidos detalhes sobre novas medidas de prevenção. A população local permanece sem informações claras sobre os riscos futuros e sobre as ações concretas que serão implementadas para proteger os residentes próximos à base militar.
Redação Jornal Voz do Litoral
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