Na manhã de terça‑feira, 8 de outubro, a Rússia retomou ataques aéreos contra a capital ucraniana, Kiev, pouco depois da partida dos enviados de paz dos Estados Unidos. Segundo o prefeito Vitali Klitschko, a cidade foi alvejada por mísseis balísticos, deixando seis pessoas feridas. Na mesma manhã, ataques combinados de mísseis e drones russos em outras regiões da Ucrânia resultaram em pelo menos duas mortes e sete feridos, conforme autoridades ucranianas. Relatos de Klitschko no Telegram indicam que moradores ficaram presos em um edifício residencial e que incêndios surgiram em diversos pontos da capital. A Administração Militar de Kiev informou que um prédio residencial de cinco andares e outro de três andares sofreram danos pela queda de destroços, orientando a população a buscar abrigo. Enquanto explosões ecoavam em Kiev, a vizinha Polônia, membro da OTAN e da União Europeia, ativou operações de aviação militar para proteger seu espaço aéreo, segundo as Forças Armadas polonesas. Em consequência, o Aeroporto de Lublin suspendeu temporariamente os voos na manhã de terça‑feira, de acordo com a agência PANSA. O reinício dos ataques coincidiu com a saída dos negociadores americanos Jared Kushner e Steve Witkoff, que deixaram a Ucrânia após reunião com o presidente Volodymyr Zelensky no domingo, 6 de outubro. O Kremlin, ao encerrar as negociações trilaterais em Moscou, não descartou a retomada dos diálogos. Em território russo, drones ucranianos atingiram a cidade de Saratov, às margens do rio Volga, a cerca de 730 quilômetros a sudeste de Moscou, ferindo civis e danificando infraestrutura civil, informou o governador regional. Saratov abriga uma grande refinaria da estatal Rosneft, além de outras instalações industriais e militares, ressaltando a vulnerabilidade de alvos estratégicos ao longo do conflito em curso.
Redação Jornal Voz do Litoral
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