No domingo, 6, um Boeing 767‑300 de mais de 100 toneladas iniciou a descida sobre o Aeroporto Internacional de Miami sob nuvens carregadas. Ao atravessar a zona de pouso habitual da pista 30, o trem de pouso traseiro esquerdo da aeronave continuou a quicar sobre o asfalto, que desaparecia à frente, mantendo velocidade de cerca de 130 milhas por hora até o fim da pista, conforme dados do Flightradar24. Em seu terceiro voo do dia, o avião cruzou um pequeno trecho de gramado, uma cerca de arame farpado e barreiras de concreto projetadas para impedir a entrada de veículos na área segura, as quais foram destruídas antes de o jato avançar para uma via de quatro pistas. Ao deixar o asfalto, a aeronave atingiu dois veículos: uma van Ford 2012 que transportava sete pessoas e um SUV Toyota. As colisões resultaram em pelo menos cinco mortes, todas dentro dos veículos, e cinco feridos. As condições dos dois pilotos que foram resgatados da cabine não foram esclarecidas. A presidente do NTSB, Jennifer Homendy, informou que a recuperação das vítimas é prioridade e que a caixa‑preta foi recolhida, podendo revelar o áudio da cabine, salvo se os dados tiverem sido apagados. Equipes de resgate, compostas por 32 profissionais, permanecerão no local por, no mínimo, uma semana para concluir as operações de busca e remoção de destroços, que incluíram airbags, partes da aeronave e dos veículos, além de cercas arremessadas. Homendy destacou que o NTSB não determinará a causa provável do acidente no local, mantendo a investigação em curso. O incidente deixa em aberto questões sobre a eficácia das barreiras de segurança da pista e a responsabilidade pelos danos. Enquanto a investigação prossegue, autoridades e familiares aguardam respostas sobre as falhas que permitiram que a aeronave ultrapassasse a pista, colidisse com veículos civis e provocasse um incêndio que se estendeu a aproximadamente 1.300 pés além da superfície pavimentada.
Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação


