Um tribunal cipriota-turco determinou a prisão preventiva de nove suspeitos por três dias, após o naufrágio de um ferry na costa norte de Chipre, ocorrido no domingo (30). O acidente deixou 267 pessoas a bordo, das quais 20 permanecem desaparecidas. As operações de busca e resgate continuam, mas a profundidade de mais de 500 metros inviabiliza o trabalho de mergulhadores, segundo o líder cipriota-turco, Tufan Erhurman. Dois navios turcos devem chegar para auxiliar nas buscas em águas profundas, iniciadas na terça-feira (31). O ferry de casco duplo começou a adernar logo após deixar o porto de Kyrenia com destino à Turquia. Sobreviventes relataram que a embarcação sofreu um solavanco antes de virar, com parte da proa se rompendo. Tempestades intensas atingiram a região no sábado (29), e o mar permaneceu agitado no momento do acidente. Destroços, como uma mala rosa e uma placa de aço, foram encontrados flutuando na superfície, mas ainda não se sabe se há vítimas presas dentro do navio. Autoridades investigam as causas do naufrágio, enquanto familiares aguardam notícias no porto de Kyrenia. O ferry transportava passageiros entre Chipre e a Turquia, rota comum para migrantes e trabalhadores. A falta de informações detalhadas sobre a segurança da embarcação e as condições climáticas adversas levantam questionamentos sobre a responsabilidade das autoridades locais e das empresas responsáveis pelo transporte marítimo na região. Até o fechamento desta matéria, não havia posicionamento oficial sobre possíveis falhas estruturais ou operacionais que possam ter contribuído para o acidente. A ausência de respostas deixa moradores e parentes em estado de incerteza, enquanto as buscas prosseguem em condições adversas.
Redação Jornal Voz do Litoral
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