Na segunda‑feira, 7 de maio, o Lord Chamberlain da Casa Real enviou uma carta autorizada por Charles, esclarecendo que o duque e a duquesa de Sussex não exercem funções representativas e não são mais membros ativos da família real. O casal recebeu a correspondência poucos dias antes de a informação se tornar pública e declarou surpresa com o conteúdo. O documento, distribuído a departamentos governamentais, às Forças Armadas, aos Lord‑Lieutenants e à equipe do duque, afirma que o status acordado em janeiro de 2020 – quando a rainha Elizabeth definiu a saída da família – permanece inalterado, conferindo ao casal autonomia financeira e privacidade, além de caracterizar seu trabalho de caridade como iniciativa privada. A carta também indica que quaisquer questões operacionais devem ser dirigidas às autoridades policiais competentes. Harry tem reiterado ao Ministério do Interior a necessidade de restabelecer a segurança familiar, custeada pelos contribuintes, que foi reduzida após a mudança para a América do Norte em 2020. O retorno ao Reino Unido ocorreu no mês passado, seis anos após a saída das funções reais, e surpreendeu até parentes próximos, já que o rei foi informado apenas dias antes da divulgação. A falta de comunicação prévia ao casal e a decisão de enviar a carta a múltiplas instituições levantam dúvidas sobre os procedimentos internos da Casa Real. Não ficou claro por que a família real não consultou Harry e Meghan antes da emissão do documento, nem quais critérios determinaram a escolha dos destinatários. A ausência de explicações oficiais deixa a população e observadores externos sem respostas sobre a transparência do processo, mantendo a questão em aberto para futuras investigações.
Redação Jornal Voz do Litoral
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