Flávio Bolsonaro lidera em São Paulo, Lula segue

A pesquisa de opinião realizada pela Quaest entre 4 e 7 de setembro entrevistou 1.800 eleitores paulistas com 16 anos ou mais, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Encomendada pela Globo, a sondagem revelou que Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 31% das intenções de voto, ligeiramente acima dos 30% registrados em 25 de agosto, enquanto Lula (PT) chegou a 30%, subindo um ponto percentual em relação ao levantamento anterior. O candidato Augusto Cury (Avante) registrou um salto notável, passando de 2% para 8%, e Ronaldo Caiado (PSD) manteve 4% de apoio. Renan Santos (Missão) recuou para 2% e Romeu Zema (Novo) reduziu seu percentual para 1%. Outros nomes, como Wilson Grassi (Democrata) e Samara Martins (UP), permaneceram em 1%, enquanto Edmilson Costa (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU) e Clariana Barão (DC) ficaram sem apoio mensurável. Indecisos somam 12% e eleitores que pretendem votar branco, nulo ou não comparecer representam 10% do universo pesquisado. O cenário muda ao incluir o candidato Pablo Marçal (PRTB), que apesar de estar inelegível, figura na lista de opções. Com sua presença, Flávio mantém 31%, Lula permanece em 30% e Cury recua para 7%, enquanto Marçal captura 4% dos votos. A inclusão de Marçal reduz Caiado para 3% e mantém Zema em 1%, mas diminui o apoio a Grassi e Martins para zero. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda avaliará a elegibilidade de Marçal, cujo número de registro é BR-04705/2026. Para 74% dos entrevistados a escolha do candidato já está definida, número que caiu um ponto em relação ao levantamento de 25 de agosto, quando 75% afirmaram ter decisão tomada. Os 26% restantes ainda consideram mudar seu voto até o dia da eleição, prevista para 2026. A pesquisa não detalha a distribuição geográfica dos entrevistados nem a composição exata da amostra, deixando lacunas sobre a representatividade dos resultados. A divulgação da pesquisa levanta questões sobre a transparência metodológica e a influência de candidatos ainda em processo de validação pelo TSE. Enquanto a margem de erro permite variações que podem alterar a liderança, a proximidade entre Flávio e Lula indica uma disputa acirrada no estado. O que falta é uma explicação clara das técnicas de amostragem e dos critérios de inclusão de candidatos inelegíveis, aspectos essenciais para avaliar a confiabilidade da sondagem.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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