William Murad assume comando temporário da PF

Na manhã desta terça‑feira (8), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues da direção‑geral da Polícia Federal. A decisão ocorreu em meio à crise que envolve também o ministro Alexandre de Moraes, acusado de utilizar relatórios de inteligência da PF para apontar supostos crimes de abuso de autoridade contra Mendonça nas investigações do Banco Master e das fraudes do INSS. Com a remoção de Rodrigues, o delegado William Marcel Murad, então diretor‑executivo da corporação e considerado o número dois da instituição, passou a assumir o comando da PF de forma temporária. Murad, aprovado na Polícia Federal em 2002 e formado em Direito pela Universidade de São Paulo, tem uma trajetória marcada por passagens como adido da PF no Reino Unido e na Irlanda do Norte entre novembro de 2021 e dezembro de 2024, diretor de Tecnologia da Informação e Inovação (maio de 2018 a maio de 2021) e coordenador‑geral de Inteligência. Ele também chefiou a delegacia da PF em São José do Rio Preto (SP) e unidades de repressão a crimes fazendários, ao crime organizado, à inteligência policial e ao tráfico de entorpecentes no Rio Grande do Norte e em Pernambuco. Durante evento na Academia Nacional da Polícia Federal, Murad discursou para novos alunos, reafirmando confiança em Andrei Rodrigues e declarando dever de defender a instituição de ataques e de tentativas de usurpação de funções. O discurso ocorreu cerca de uma hora após a divulgação do afastamento; Andrei Rodrigues chegou ao local, mas deixou o recinto antes do início da agenda ao ser informado da decisão. Até o momento, não há indicação oficial sobre a duração do comando de Murad nem sobre os procedimentos para a eventual retomada de Andrei Rodrigues ao cargo.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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