Nesta sexta‑feira, 11 de setembro, as principais bolsas da Ásia fecharam em queda, pressionadas pelo aumento dos preços do petróleo e dos rendimentos dos títulos soberanos. O índice Kospi, da Coreia do Sul, recuou 1,8% e encerrou a sessão em 6.909,91 pontos, embora tenha terminado a semana com alta de cerca de 3,3% graças à demanda resiliente por chips e insumos para inteligência artificial. Em Seul, as ações da Hybe, conglomerado que gerencia o grupo de K‑Pop BTS, subiram 0,99%, coincidindo com o anúncio de transmissão global ao vivo da turnê Arirang em Buenos Aires e São Paulo. No Japão, o Nikkei caiu 1,9%, fechando em 64.011,34 pontos, enquanto a taxa dos títulos soberanos de 10 anos subiu 6,5 pontos base, atingindo 2,875%. Entre as empresas listadas, StemRIM despencou 25% e a INTLOOP recuou 20%. Na China continental, o Shanghai Composite recuou 1,2% para 3.888,11 pontos e o Shenzhen Composite perdeu 1,45%, fechando em 2.465,84 pontos. O setor de mineração foi penalizado, com a Zijin Mining Group recuando 5,4% e as ações tipo A da Aluminum of China caindo 4,8%. Em Taiwan, o índice Taiex registrou baixa de 1,6%, terminando em 46.184,85 pontos, e em Hong Kong o Hang Seng recuou 0,6%, a 24.805,63 pontos. Na Oceania, a bolsa australiana encerrou em queda de 0,9%, com o S&P/ASX 200 a 8.741,20 pontos; o rendimento dos títulos de 10 anos da Austrália chegou a 5,3993%, o nível mais alto desde maio de 2011. O conjunto desses movimentos reflete a sensibilidade dos mercados às oscilações de energia e às expectativas de política monetária global. A cobertura indica que, embora os indicadores de demanda tecnológica mostrem resistência, a pressão dos rendimentos e do petróleo está redefinindo o cenário de investimento na região. Ainda não há explicação oficial das autoridades sobre a magnitude da alta dos rendimentos, nem projeções claras sobre o impacto futuro nos setores mais vulneráveis. Investidores aguardam respostas que possam orientar estratégias de curto prazo, enquanto a volatilidade permanece em foco.
Redação Jornal Voz do Litoral
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