Serviços brasileiros permanecem estáveis, mas abaixo da previsão

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta‑feira, 10 de julho, que o volume do setor de serviços no Brasil manteve‑se estável em relação ao mês anterior, apresentando crescimento nulo. O resultado ficou aquém das expectativas de economistas consultados pela Reuters, que projetavam alta de 0,2% no mês e 1,1% na comparação anual. O dado foi divulgado para o período de julho de 2024, comparado ao mesmo mês de 2025, quando o setor registrou alta de 0,9%, marcando o 28º resultado positivo consecutivo. Historicamente, o setor de serviços tem sido o principal motor do PIB brasileiro, com variações mensais que refletem mudanças na demanda interna e externa. Em julho, os avanços positivos vieram dos serviços de transportes, que cresceram 0,4%, dos profissionais, administrativos e complementares, que subiram 0,6%, dos prestados à família, com alta de 0,5%, e de outros serviços, que avançaram 0,7%. Por outro lado, a única categoria com variação negativa foi a de informação e comunicação, que recuou 2,5% no mês, ainda que tenha registrado crescimento anual de 4,6% impulsionado por receitas de telecomunicações, desenvolvimento de softwares e serviços de hospedagem na internet. A análise setorial indica que a queda nos serviços de informação e comunicação foi contrabalançada por ganhos em transportes e serviços auxiliares, embora o IBGE aponte pressão decorrente da menor receita do transporte aéreo de passageiros e do transporte rodoviário de cargas, além de desafios logísticos e financeiros auxiliares. Entre as 27 unidades federativas, 14 registraram retração no volume de serviços em julho; São Paulo liderou o recuo, com queda de 0,8%, enquanto o Paraná foi a principal fonte de crescimento, avançando 1,9%. A constatação de estabilidade no volume de serviços, porém abaixo das projeções, levanta questões sobre a sustentabilidade do ritmo de expansão setorial. O IBGE não detalhou medidas corretivas ou projeções para os próximos meses, nem esclareceu quais políticas poderiam mitigar a queda nos serviços de informação e comunicação. A ausência de respostas deixa aberto o debate sobre os fatores estruturais que ainda pesam sobre o desempenho do setor.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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