Alta do petróleo pressiona bolsas europeias a fechar estáveis

Na terça‑feira (8), as bolsas europeias fecharam quase estáveis, pressionadas pela alta do petróleo após ataques houthis a instalações sauditas de energia. O Brent chegou a se aproximar de US$ 100 por barril, o que reacendeu temores de inflação e fez investidores adotarem postura cautelosa antes da decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE), prevista para quinta‑feira. Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,1%, terminando em 10.811,66 pontos; em Frankfurt, o DAX caiu 0,05% para 25.992,92; em Paris, o CAC 40 subiu 0,14% a 8.317,98; em Milão, o FTSE MIB recuou 0,1% a 52.177,47; o Ibex 35 perdeu 0,12%, fechando em 19.997,10; e o PSI 20 de Lisboa avançou 0,66%, atingindo 9.481,29. As cotações são preliminares. Analistas da State Street Investment Management apontam que um aumento de 25 pontos‑base nos juros do BCE é o cenário mais provável, destacando a importância da sinalização sobre os próximos passos da política monetária. A gestora Pimco, por sua vez, projeta uma pausa prolongada após setembro, mas alerta para risco de novas altas caso as expectativas inflacionárias se agravem. No panorama macroeconômico, as exportações alemãs recuaram 0,8% em julho frente a junho, marcando a primeira queda em seis meses. No âmbito corporativo, as ações da Novartis despencaram cerca de 10,5% em Zurique após o medicamento experimental del‑desiran falhar em atingir o objetivo principal em estudo de fase final, representando o terceiro revés semanal da empresa. A Jefferies avaliou que esse revés pode intensificar a necessidade de aquisições para sustentar o crescimento da farmacêutica além de 2030. Em Londres, a varejista de artigos para o lar Dunelm recuou 13,8%; em Frankfurt, TeamViewer caiu 3,1% e Infineon 4,4%. Em Milão, o UniCredit manteve-se praticamente estável após anunciar a compra de participação minoritária na fintech alemã VC Trade. Por outro lado, a ENI avançou 1,4% impulsionada pelo encarecimento da energia, enquanto a Telecom Italia subiu 2,7%. O mercado europeu, portanto, permanece dividido entre pressões de alta do petróleo, incertezas inflacionárias e expectativas sobre a política do BCE, enquanto empresas enfrentam resultados mistos que podem remodelar estratégias de investimento nos próximos meses.

Redação Jornal Voz do Litoral
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