O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, defendeu publicamente a derrubada completa do sigilo sobre as investigações do Banco Master no Supremo Tribunal Federal. Em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira (11), o presidenciável classificou as revelações do caso como assustadoras e uma crise bizarra, afirmando que os fatos trazidos à tona chegam a ser cômicos diante da gravidade exposta. Ele cobrou transparência total das apurações e a punição rigorosa de todos os envolvidos no esquema. O posicionamento de Renan Santos ocorreu logo após movimentações decisivas na mais alta Corte do país. O ministro André Mendonça atendeu a uma solicitação encaminhada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, e retirou o sigilo sobre uma parcela dos documentos integrantes do processo referente ao Banco Master. A divulgação parcial dos arquivos provocou reação imediata dos órgãos de fiscalização e controle. Diante da repercussão do conteúdo dos documentos tornados públicos, o presidente do STF acolheu uma manifestação da Procuradoria-Geral da República. Com essa decisão, Fachin concedeu o prazo limite de 24 horas para que o relator André Mendonça determine a retirada total do sigilo que ainda paira sobre o restante do caso. Ao comentar o papel do Judiciário, Renan Santos reforçou a relevância da instituição para a garantia da democracia brasileira, mas defendeu a renovação de seus quadros para a recuperação do valor institucional da Corte. A determinação para a publicidade integral dos autos coloca o tribunal sob forte expectativa pública quanto aos desdobramentos das investigações do Banco Master. Com o esgotamento do prazo de 24 horas estipulado pela presidência do Supremo a pedido da PGR, o desfecho da divulgação total dos documentos definirá os próximos passos da responsabilização dos envolvidos.
Redação Jornal Voz do Litoral
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