O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, agendou uma nova rodada de conversas com todos os ministros da Corte antes da sessão extraordinária marcada para a terça‑feira, 15 de maio, quando o plenário discutirá a existência de elementos que justifiquem a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. A iniciativa visa ouvir cada integrante do Supremo antes de qualquer julgamento, conforme divulgado pela imprensa. A pressão interna tem sido notória. Uma ala do tribunal tem defendido que a sessão seja realizada de forma reservada, sem transmissão pela TV Justiça, argumentando que o sigilo evitaria a exposição pública de divergências, sobretudo entre Moraes e o ministro André Mendonça, e reduziria a pressão externa sobre o colegiado. Fachin, porém, tem manifestado receio de que a decisão por um julgamento fechado projete uma imagem negativa e suscite dúvidas sobre a transparência do STF, que já se encontra sob intenso escrutínio público. Na quinta‑feira, 10 de maio, Fachin recebeu o próprio Alexandre de Moraes, o advogado Cristiano Zanin, os ministros André Mendonça, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli, além do procurador‑geral da República, Paulo Gonet, em reunião de cerca de trinta minutos. Segundo a CNN, os votos da ministra Cármen Lúcia e do próprio Fachin são considerados decisivos para o resultado de eventual votação sobre a abertura da investigação. A PGR, representada por Gonet, tem argumentado que Moraes foi alvo de apuração sem autorização prévia do plenário, contestando a validade da ordem que originou os documentos analisados. A sessão extraordinária de 15 de maio permanecerá sem definição quanto ao seu formato. Fachin ainda não anunciou se a deliberação será pública ou reservada, mantendo a incerteza sobre o rito que será adotado. Enquanto isso, a crise institucional no STF segue sem respostas claras, deixando a sociedade e os operadores do direito aguardando a decisão final sobre a transparência do processo.
Redação Jornal Voz do Litoral
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