Em 2026, a urna exibirá duas telas para o Senado, permitindo que cada eleitor registre dois votos distintos para candidatos ao cargo. Serão renovadas 54 das 81 cadeiras da Casa, duas por estado e pelo Distrito Federal, sem segundo turno; os dois nomes mais votados em cada unidade federativa serão eleitos. O mandato do senador dura oito anos, mas a renovação ocorre de forma alternada, de modo que em uma eleição cada unidade escolhe um senador e, quatro anos depois, escolhe dois. Na prática, o eleitor digita o número do candidato à primeira vaga e, em seguida, a urna abre a tela destinada à segunda vaga, exigindo que os dois votos sejam para pessoas diferentes, sob pena de nulidade do segundo voto. É permitido votar apenas em um candidato, anulando ou deixando em branco a segunda escolha. A professora Carolina de Paula, da ESPM, aponta que a renovação alternada garante estabilidade e continuidade nas discussões legislativas. Em 2018, a dupla votação provocou confusão: cerca de 63 milhões de votos ao Senado ficaram incompletos, seja por branco, nulo ou repetição do mesmo número. O sistema adotado é o majoritário simples, em que vencem os dois candidatos que obtêm mais votos válidos, independentemente de atingirem maioria absoluta. Cada candidatura inclui dois suplentes, que podem assumir em caso de afastamento ou vacância. Para minimizar erros, o TSE recomenda que eleitores levem os números anotados em papel e proíbe o uso de celulares, câmeras ou outros dispositivos dentro da cabine de votação. Apesar das orientações, a experiência de 2018 indica que a clareza do processo ainda pode ser aprimorada, sobretudo para eleitores que desconhecem a necessidade de votar em candidatos diferentes nas duas vagas.
Redação Jornal Voz do Litoral
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