No fim da tarde de sábado, 13 de setembro, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, assinou um novo ofício que delega a relatoria do caso Master a outro magistrado, sem indicar prazo para conclusão. A medida segue uma sequência de dez decisões tomadas entre a noite de sexta‑feira, 11, e domingo, 13, todas relacionadas ao mesmo processo judicial. O primeiro despacho, proferido por André Mendonça, levantou o sigilo de diversos processos vinculados ao caso Master. A quebra de sigilo, divulgada pela CNN Brasil, trouxe à tona gastos do longa‑metragem Dark Horse, conversas entre o candidato à presidência Flávio Bolsonaro e o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, bem como detalhes de viagens pagas ao senador Ciro Nogueira e voos do senador Jaques Wagner, todos supostamente intermediados por Vorcaro. Em seguida, o ministro Cristiano Zanin solicitou a divulgação dos dados do celular de Vorcaro, mas Mendonça alertou que tal medida poderia comprometer a investigação. Na manhã de sábado, Fachin comunicou, por meio de ofício, que o pedido de investigação contra Mendonça seria julgado em 23 de setembro, justificando a necessidade de sessões separadas para garantir adequado direcionamento, já que a instrução preliminar ainda não estava concluída. Horas depois, a Procuradoria‑Geral da República reiterou o pedido de compartilhamento de todos os documentos necessários ao julgamento do caso Master. Ainda no sábado, o presidente do STF ordenou que a Polícia Federal informasse, em até 24 horas, a localização e o estado dos dados extraídos do celular de Vorcaro, após ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes exigirem acesso integral ao material. Mendonça esclareceu que a cópia em seu gabinete é apenas um backup de segurança, lacrada e nunca manipulada, destinada a ser usada apenas em caso de perda do original. Apesar das múltiplas decisões, permanecem lacunas: o conteúdo dos dados do celular ainda não foi divulgado publicamente, a Polícia Federal não apresentou relatório conclusivo e a identidade do novo relator permanece desconhecida. A falta de transparência e de prazos definidos deixa a sociedade sem respostas claras sobre o andamento do caso Master.
Redação Jornal Voz do Litoral
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