A pesquisa Nexus/BTG, divulgada nesta segunda‑feira, 14 de maio, revelou um empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nos cenários simulados de segundo turno. O levantamento, conduzido pelo instituto Nexus, mostrou que ambos os candidatos permanecem praticamente empatados, enquanto a intenção de voto de Lula no primeiro turno se manteve em 45%. O CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, comentou que a crise institucional no Supremo Tribunal Federal tem aprofundado a polarização política, mas não tem provocado mudanças significativas nas intenções de voto. Segundo ele, eleitores de Flávio Bolsonaro tendem a associar a crise ao campo de Lula, enquanto eleitores de Lula fazem o movimento inverso, vinculando o caso ao campo adversário, especialmente em relação ao caso Banco Master. Tokarski destacou que, apesar do intenso bombardeio de notícias sobre casos como Dark Horse e Banco Master ao longo da campanha, mais de 80% dos eleitores afirmam que não mudarão seu voto por conta da questão envolvendo o STF. Ele também apontou que a avaliação do governo subiu de -5 para -2 pontos percentuais, indicando uma reação positiva ao discurso presidencial. No mesmo período, a chamada terceira via, representada por Augusto Cury (Avante), perdeu força, caindo de 11% para 7% nas intenções de voto, reduzindo o bloco de terceira via de cerca de 21‑22% para aproximadamente 15%. O analista ressaltou que, embora o empate técnico seja notório, uma vitória já no primeiro turno permanece distante, dado que Lula ainda precisa superar a marca de 50% dos votos válidos. A estabilidade das intenções de voto, mesmo diante da crise no STF, sugere que a polarização está se consolidando sem alterar a dinâmica eleitoral. A queda da terceira via indica que eleitores que antes buscavam alternativas estão convergindo novamente para os principais candidatos. Em síntese, a pesquisa evidencia um cenário de empate entre os principais candidatos, reforçado por uma polarização alimentada pela crise no Supremo, enquanto a terceira via se enfraquece. Ainda não há clareza sobre como partidos e instituições responderão a esse impasse, deixando aberto o futuro das estratégias de campanha.
Redação Jornal Voz do Litoral
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