Argentina endurece imigração com decreto alinhado a Trump

Em 29 de julho, o presidente argentino Javier Milei assinou um decreto que proíbe a entrada ou expulsa qualquer estrangeiro que “dirija ou incite mensagens de ódio, discriminação e/”. A medida foi anunciada como parte de um esforço para restringir a presença de indivíduos considerados promotores de discurso hostil no país.

Os três países que endureceram suas políticas de imigração nos últimos meses são Argentina, Chile e Colômbia, todos com líderes que se alinham ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No Chile, o presidente José Antonio Kast, em 1º de junho, lançou um plano de retorno voluntário para imigrantes não documentados, permitindo que eles voltem ao país posteriormente por vias legais. Kast também ampliou o prazo de detenção de imigrantes de cinco para sessenta dias, com possibilidade de novas prorrogações, e ampliou a definição de tráfico de migrantes para incluir quem facilita a saída do país ou o transporte interno de pessoas indocumentadas.

Essas iniciativas ocorrem em um contexto de crescente poder da direita na América Latina, com apoio aberto de Trump, que busca hegemonia regional por meio de projetos em segurança, combate ao crime e controle migratório. As medidas chilenas e argentinas refletem a estratégia de endurecimento adotada nos Estados Unidos desde o início do segundo mandato de Trump, em janeiro de 2025.

Apesar da divulgação dos decretos, as autoridades não apresentaram detalhes sobre os critérios de aplicação nem responderam a questionamentos de organizações de direitos humanos. O alinhamento das políticas migratórias de Argentina, Chile e Colômbia com a agenda de Trump permanece sem esclarecimentos oficiais, deixando a população e analistas sem respostas sobre os impactos concretos dessas restrições.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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