Emirados abre investigação sobre voo da Flydubai

O procurador‑geral dos Emirados Árabes Unidos (EAU) iniciou, na quarta‑feira (30), uma investigação para averiguar se a violência ocorrida a bordo do voo FZ1074 da Flydubai, com destino a Tel Aviv, está ligada a atividade terrorista e se houve planejamento prévio. A aeronave, registrada nos EAU, decolou de Dubai às 06h05, perdeu altitude cerca de duas horas depois, fez uma curva acentuada ao norte e, às 08h31, acionou o sinal de emergência e, minutos depois, o código 7500, indicativo de sequestro. Após a abertura da porta da cabine, passageiros tentaram imobilizar o agressor enquanto socorriam o comandante indiano Smit Machchhar, que foi esfaqueado.

A lei dos Emirados permite que suas autoridades investiguem crimes cometidos a bordo de aviões registrados no país, mesmo que ocorram fora de seu território, razão pela qual o caso está sob sua jurisdição apesar do pouso na Arábia Saudita. O procurador‑geral enfatizou a necessidade de não prejulgar o resultado da apuração e de confiar exclusivamente em informações oficiais. O comandante Machchhar foi descrito como herói pelo primeiro‑ministro da Índia, Narendra Modi, e pelo primeiro‑ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que afirmou que o piloto evitou um desastre semelhante ao de 11 de setembro. A Embaixada da Índia em Riad informou que o piloto está em condição estável e recebe tratamento em um hospital saudita.

Autoridades israelenses classificaram o episódio como tentativa de ataque terrorista, embora nenhuma motivação tenha sido confirmada e Israel tenha declarado que não possuía alerta ou informação de inteligência prévia. Um suspeito, identificado como cidadão de Omã, foi detido e está sendo interrogado pelas autoridades sauditas, mas sua identidade não foi divulgada. Enquanto isso, a Flydubai suspendeu temporariamente os voos de ida e volta entre Dubai e Israel; a companhia aérea israelense El Al organizou voos especiais de resgate para repatriar cidadãos israelenses retidos no país.

A investigação dos Emirados ainda não definiu se houve planejamento terrorista e não esclareceu detalhes sobre o agressor nem sobre a motivação do ataque. A falta de informações sobre procedimentos de segurança a bordo e a ausência de alertas prévios permanecem sem resposta, deixando passageiros e autoridades em busca de respostas concretas.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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