Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta quinta‑feira (1º) que a TV Globo inclua o candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, no debate televisivo marcado para a noite. A decisão foi tomada poucas horas depois da ministra Cármen Lúcia, também do STF, negar o pedido do partido para que o candidato participasse. Na quarta‑feira (30), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, já havia rejeitado a primeira solicitação de inclusão.
O pedido de participação de Renan Santos vem de um candidato que ainda não figura entre os nomes já confirmados para o último debate do primeiro turno. Até o momento, o programa deve contar com Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). As negativas anteriores, tanto do TSE quanto da ministra Cármen Lúcia, não foram acompanhadas de justificativas detalhadas.
Com a ordem de Gilmar Mendes, a composição do debate passa a incluir o representante do Missão à Presidência ao lado dos quatro concorrentes já anunciados. A transmissão, prevista para a noite de quinta‑feira, será a primeira do ciclo que reúne todos os presidenciáveis no mesmo espaço, permitindo ao eleitor comparar propostas antes da segunda fase.
A medida judicial levanta questões sobre os critérios adotados para definir a presença de candidatos nos debates eleitorais, sem que a emissora ou os órgãos responsáveis tenham esclarecido publicamente a mudança. Enquanto isso, a disputa segue em andamento, e o público ainda aguarda detalhes sobre a condução do programa e eventuais ajustes de tempo.
Redação Jornal Voz do Litoral
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