Romeu Zema, candidato à Presidência pelo Novo, esteve nas instalações da TV Globo no Rio de Janeiro quando o debate foi cancelado. Em entrevista à imprensa, o ex‑governador de Minas Gerais acusou a Justiça de servir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, classificando a decisão judicial que motivou o cancelamento como “sem pé nem cabeça”.
O cancelamento ocorreu após duas notificações que, segundo a emissora, violaram regras previamente acordadas. A primeira foi a decisão da ministra do TSE, Estela Aranha, que atendeu a um pedido da coligação do presidente Lula para que não fossem feitas perguntas ao candidato ausente e para que o púlpito permanecesse vazio. A segunda notificação veio do ministro do STF, Gilmar Mendes, que determinou a presença do candidato Renan Santos (Missão) no debate, ampliando a lista de participantes. O presidente do TSE, Nunes Marques, também alterou o entendimento sobre a contagem de parlamentares no Congresso, reconhecendo o direito de Zema ao debate.
Zema ressaltou que o clima político é de “total insegurança” e afirmou que não desistirá da campanha, apesar da retirada de outro candidato. Ele citou o apoio de diversos prefeitos e parlamentares de diferentes partidos, caracterizando-o como “normal na política”. O candidato criticou a falta de transparência das decisões que levaram ao cancelamento, apontando que a Justiça teria sido utilizada para favorecer um lado da disputa.
A matéria não traz esclarecimentos oficiais da TV Globo, do TSE ou do STF sobre os critérios adotados nas notificações. A ausência de respostas deixa em aberto quem realmente determinou o encerramento do debate e quais foram os fundamentos jurídicos aplicados. O que falta é a explicação detalhada das autoridades envolvidas.
Redação Jornal Voz do Litoral
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