Cury, Renan, Caiado e Zema lideram nas cidades natais

No primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, quatro candidatos que não avançaram ao segundo turno registraram seu maior percentual de votos nas cidades onde nasceram. Augusto Cury (Avante) obteve 17,31% em Colina, São Paulo, ficando em terceiro lugar; Renan Santos (Missão) chegou a 4,49% em Lagoa Dourada, Minas Gerais, também em terceiro; Ronaldo Caiado (PSD) conquistou 32,26% em Guarani de Goiás, ocupando a segunda posição; e Romeu Zema (Novo) recebeu 4,67% em Araxá, Minas Gerais, novamente em terceiro.

Apesar desses picos regionais, a votação absoluta de todos eles foi maior na capital paulista, onde receberam mais votos em número, embora ainda não tenham sido suficientes para avançar. O segundo turno ficou restrito ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 47,03% e 52,97% dos votos válidos, respectivamente, e será disputado em 25 de outubro.

A análise dos dados da CNN Brasil, baseada nas informações do TSE, revela ainda contrastes marcantes entre os municípios mais bolsonaristas e os mais lulistas. Nova Pádua, no Rio Grande do Sul, foi identificada como a cidade mais bolsonarista do primeiro turno, enquanto Bonfim do Piauí, no Nordeste, registrou a maior proporção de votos a Lula. Esses extremos reforçam a polarização geográfica do pleito, que não se refletiu nos resultados dos candidatos analisados.

A matéria deixa em aberto a razão pela qual candidatos com apoio significativo em seus municípios de origem não conseguiram converter esse voto em desempenho nacional. As estratégias de campanha, a distribuição de recursos e a percepção dos eleitores fora desses redutos permanecem sem resposta nas informações divulgadas. O que falta esclarecer é como esses núcleos de apoio local podem (ou não) influenciar futuras disputas eleitorais.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

Polícia usa jatos d’água em protesto estudantil em Liège

Corinthians demite Fernando Diniz após derrota