Governo Lula tenta driblar prazos para votar

PT busca 54 assinaturas para votar PEC em 2 turnos no mesmo dia; proposta é bandeira de campanha e mobiliza aliados antes do 2º turno

PT busca 54 assinaturas para votar PEC em 2 turnos no mesmo dia; proposta é bandeira de campanha e mobiliza aliados antes do 2º turno

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda recolhe assinaturas de senadores para apresentar um requerimento que acelere a tramitação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6 X 1 no Senado. A líder do governo, Teresa Leitão (PT-PE), pretende protocolar o pedido na 3ª feira (13.out.2026) ou na 4ª feira (14.out).

O governo quer votar a proposta em 2 turnos na 4ª feira (14.out). Para isso, articula a aprovação de um calendário especial, que permitiria abreviar o rito regimental e dispensar as 3 sessões de discussão exigidas entre o 1º e o 2º turno.

Sem a aprovação do requerimento, a PEC poderá ser votada em 1º turno na 4ª feira (14.out). Pelo rito normal, porém, o 2º turno dependerá de mais 3 sessões de discussão e do intervalo regimental de 5 dias úteis, o que levaria à votação para a última semana de outubro.

GOVERNO BUSCA 54 ASSINATURAS

Até 5ª feira (8.out), o Senado havia realizado 3 das 5 sessões necessárias antes da votação em 1º turno. A oposição esvaziou sessões para dificultar o avanço da proposta e adiar a votação. A PEC precisa de pelo menos 49 votos favoráveis —3 quintos dos 81 senadores— em cada turno para ser aprovada.

O líder do PT no Senado, Camilo Santana , disse neste domingo (11.out), durante conversa com jornalistas no QG da campanha de Lula, no Lago Sul, em Brasília, que o governo cumprirá o calendário de discussões. “Não tenho dúvida de que nós vamos cumprir o rito da sessão de terça-feira, que será a quarta sessão, e na quinta já vamos votar” , declarou.

Segundo Camilo, a proposta de calendário especial será apresentada “na próxima semana” . A meta do governo é reunir 54 assinaturas para protocolar o pedido. O governo não informou quantas assinaturas havia reunido até domingo (11.out), mas afirmou confiar na aprovação da matéria.

Camilo ressaltou que a data da votação não depende do Executivo. “Claro que isso não cabe a mim, cabe ao presidente do Senado” , afirmou, em referência a Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

O líder do PT disse ainda que “os votos são dos senadores” e que não tem “dúvida de que nós vamos aprovar” a proposta, pela importância de garantir 2 dias de descanso aos trabalhadores.

Alcolumbre disse a jor

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

“São Paulo não quer ditadura”, diz Alckmin sobre Flávio

Sarney apresenta boa evolução, mas continua internado na UTI