Na segunda‑feira (12), um terremoto de magnitude 6,1 atingiu o Panamá, com epicentro a 10 quilômetros de profundidade, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O sismo ocorreu três dias após o terremoto de magnitude 7,7 que já havia causado ferimentos e danos nas províncias centrais.
O terremoto de 7,7 registrado na sexta‑feira (9) deixou cerca de 27 feridos, destruiu casas e comprometeu infraestrutura nas mesmas regiões. Na sequência, o país registrou mais de 200 tremores secundários, intensificando a sensação de vulnerabilidade da população.
Em resposta, o governo declarou estado de emergência nacional, permitindo a alocação de até US$ 100 milhões em recursos de assistência sem ultrapassar a meta de déficit fiscal de 3,5% do PIB para 2026, conforme o Ministério da Economia. O presidente José Raúl Mulino visitou áreas afetadas, solicitando reparos urgentes em estradas e pontes; ao menos 14 pontes nas províncias de Veraguas e Los Santos foram danificadas. As aulas foram suspensas em todo o país, enquanto a administração do Canal do Panamá informou que as operações de navegação não sofreram interrupções.
Apesar da mobilização, as autoridades ainda não divulgaram um cronograma detalhado para a reconstrução das pontes e das vias afetadas, nem estimativas de tempo para a normalização completa das escolas. O número de tremores secundários continua elevado, mantendo a população em alerta. A falta de informações precisas sobre os próximos passos deixa dúvidas sobre a eficácia dos recursos liberados e sobre a capacidade de resposta diante de novos abalos.
Redação Jornal Voz do Litoral
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