Papa Leão XIV, de 71 anos, foi submetido a cirurgia na terça‑feira, 13 de outubro, no Hospital Gemelli, em Roma. O procedimento videoassistido retirou o lobo inferior do pulmão direito, onde foi encontrada uma lesão identificada em exame de rotina. A operação durou cerca de noventa minutos, não apresentou complicações e o pontífice acordou normalmente, com previsão de internação de uma semana.
Segundo a Associação Internacional para o Estudo do Câncer de Pulmão (IASLC), o adenocarcinoma de pulmão detectado no estágio 1A1 tem taxa de sobrevida de 90% a 92% em cinco anos. Essa taxa cai para 52%‑65% no estágio 2, 12%‑41% no estágio 3 e até 15% no estágio 4. O adenocarcinoma responde por cerca de 40% dos casos de câncer pulmonar nos Estados Unidos, sendo o tabagismo a principal causa, embora também ocorra em não fumantes.
O boletim médico do Vaticano não divulgou o estágio nem as mutações genéticas do tumor, informações essenciais para definir a necessidade de tratamento complementar. Especialistas afirmam que a análise das mutações é obrigatória em todos os pacientes com adenocarcinoma e costuma ser realizada durante a recuperação pós‑operatória. A cirurgia videoassistida, técnica minimamente invasiva, permite a remoção do lobo com pequenas incisões, preservando a maior parte da capacidade pulmonar, após avaliação da reserva respiratória do paciente.
Com a remoção bem‑sucedida do tumor, a expectativa de cura permanece alta, porém a ausência de detalhes sobre o estágio e as alterações genéticas impede uma avaliação completa do prognóstico. Até o momento, o Vaticano não respondeu a solicitações de esclarecimento sobre esses aspectos clínicos, deixando a comunidade e os observadores aguardando novas informações.
Redação Jornal Voz do Litoral
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