Thaiane Barbosa, psicóloga de 38 anos, e Mariana de Oliveira Faria, professora de Educação Infantil de 35 anos, compartilharam suas experiências com o câncer de mama durante a campanha Outubro Rosa, em São Carlos (SP). Thaiane relata que recebeu o diagnóstico enquanto tomava banho, ao notar um nódulo, e descreve o momento como paralisante, interrompendo um período que considerava o melhor de sua vida. Mariana, que descobriu a doença há um ano ao perceber endurecimento na mama, recebeu o laudo BI‑RADS 4, indicando necessidade de biópsia, e também descreve o impacto emocional como um pesadelo.
A campanha Outubro Rosa tem como objetivo alertar as mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero. Ambas as entrevistadas enfatizam que a descoberta precoce foi crucial. Thaiane destacou sua rotina saudável, incluindo atividade física, alimentação equilibrada e meditação, como parte de sua estratégia de enfrentamento. Mariana, antes do diagnóstico, mantinha hábitos semelhantes e ressaltou a importância de cuidar da saúde mental.
No tratamento, Thaiane finaliza a fase oncológica, tendo passado por seis sessões de quimioterapia a cada 21 dias, além de imunoterapia, o que, segundo ela, elevou a qualidade do tratamento. Mariana realizou 16 sessões de quimioterapia iniciadas em outubro do ano passado, combinadas com imunoterapia de alto custo, obtida por meio de ação judicial, permitindo uma cirurgia menos invasiva. Ambas relataram sentimentos de medo, tristeza, raiva e ansiedade, mas também afirmaram determinação para vencer a doença.
As narrativas revelam desafios pessoais e a necessidade de apoio contínuo, porém o texto não apresenta informações sobre políticas públicas de acompanhamento pós‑tratamento ou serviços de suporte oferecidos pelas autoridades de saúde. A ausência de detalhes sobre essas medidas deixa em aberto a questão de como garantir assistência integral às pacientes após a conclusão do tratamento.
Redação Jornal Voz do Litoral
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