Na terça‑feira (13), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, assinou o Termo de Compromisso que oficializa o aporte federal de R$ 3 bilhões para a construção da Ponte Salvador‑Itaparica. A cerimônia contou com a presença da ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, do ministro dos Transportes, George Santoro, e de senadores como Jaques Wagner e Otto Alencar. O documento confirma a liberação do recurso federal, parte de um investimento total estimado em R$ 11,6 bilhões, destinado a ligar a capital baiana à Ilha de Itaparica.
A obra, iniciada em julho deste ano, prevê uma estrutura de 12,4 quilômetros que cruzará a Baía de Todos‑os‑Santos, integrando o Sistema Rodoviário Ponte Salvador‑Ilha de Itaparica (SRPSI). O financiamento está dividido em três blocos: R$ 3 bilhões do Governo Federal, R$ 3,1 bilhões da Bahia e R$ 5,5 bilhões provenientes da iniciativa privada, representada pela concessionária responsável pelo empreendimento. A expectativa é que o novo elo viário alivie a dependência de travessias marítimas e estimule o desenvolvimento econômico nas áreas de Salvador e Vera Cruz.
O cronograma oficial indica entrega da ponte em junho de 2031, embora detalhes operacionais ainda não tenham sido divulgados. A participação da iniciativa privada, embora quantificada, não especifica a empresa concessionária nem as condições de cobrança de pedágio. A presença de figuras federais e estaduais na assinatura reforça o caráter estratégico do projeto, mas a falta de informações sobre a gestão do contrato gera dúvidas entre especialistas e moradores locais. Até o momento, a concessionária não respondeu a solicitações de esclarecimento sobre prazos de execução e metas de qualidade.
Com o recurso federal garantido, o projeto avança juridicamente, porém permanece aberto o questionamento sobre transparência e monitoramento da execução. A população e organizações civis aguardam respostas concretas sobre a empresa responsável, os custos de operação futura e os impactos ambientais previstos. Até que esses pontos sejam esclarecidos, a promessa de melhorar a mobilidade regional permanece incompleta.
Redação Jornal Voz do Litoral
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