Em meio à pressão dos Estados Unidos sobre o aumento da violência de colonos na Cisjordânia ocupada, a polícia israelense prendeu pelo menos 10 suspeitos de envolvimento nos ataques ocorridos no fim de semana contra uma jornalista do Washington Post e uma comitiva de diplomatas europeus.
A polícia informou que a operação para localizar e prender os suspeitos foi chamada de “Folha de Oliveira”, uma aparente referência ao início recente da colheita de azeitonas na Cisjordânia, período em que houve um aumento expressivo dos ataques de colonos.
Na sexta-feira (16), colonos atacaram e hospitalizaram a experiente fotojornalista do Washington Post Heidi Levine enquanto ela viajava com um grupo de palestinos no início da colheita de azeitonas. Um dia depois, colonos atacaram um grupo de diplomatas europeus que visitava a cidade cristã palestina de Taybeh.
O embaixador dos Estados Unidos em Israel , Mike Huckabee, elogiou as prisões como um “avanço muito positivo para encontrar e punir aqueles que atacaram e espancaram gravemente Heidi Levine”.
Segundo a polícia, forças de segurança trabalharam com o Exército israelense para localizar e prender os suspeitos na região onde ocorreram os ataques. “Durante essa operação, 10 suspeitos foram presos, materiais que os vinculam aos incidentes foram apreendidos e vários veículos foram confiscados”, informou a polícia.
“Estamos trabalhando para reunir provas, materiais e depoimentos e consolidar uma base probatória que permita levar os envolvidos à Justiça”, afirmou o superintendente da Polícia de Israel Moshe Pinchi em comunicado.
A organização israelense de direitos humanos Yesh Din documentou mais de 530 incidentes de violência de colonos desde o início da colheita de azeitonas, no fim de setembro, uma média de 27 episódios violentos por dia. Segundo a Yesh Din, soldados israelenses estavam presentes em aproximadamente um quarto dos ataques registrados nesse período.
No sábado (17), o secretário de Estado dos Estados Unidos , Marco Rubio, afirmou que o governo Trump comunicou a Israel que os americanos “não querem ver um novo foco de tensão” na Cisjordânia e pediu que o país tome medidas contra a violência de colonos.
“Pedimos aos israelenses e continuamos pedindo que reprimam esse tipo de coisa”, disse Rubio antes de embarcar para a Índia e o Uzbequistão. “O presidente foi muito claro. Ele disse isso repetidamente. Não quer ver atritos nem nada — uma crise — acontecendo na Cisjordânia.”
Apesar dos vídeos dos ataq
Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação


