Em entrevista à CNN, Tallis Gomes, fundador da G4 Educação, defende a criação de “zonas de exclusão diplomática” no Brasil. Segundo o empresário, essas áreas teriam regimes próprios em tributação, meio ambiente, trabalho, aduana e segurança de dados, configurando uma espécie de superzona franca para data centers e projetos de inteligência artificial.
Gomes, que integra a Rockbridge Network – grupo privado americano de direita ligado ao vice‑presidente dos EUA, J.D. Vance, e a um sócio de Donald Trump Jr. – também é apoiador declarado de Flávio Bolsonaro (PL). Ele argumenta que o país possui matriz elétrica limpa e reservas de minerais críticos, incluindo a segunda maior de terras raras do planeta, o que poderia torná‑lo referência global em infraestrutura digital.
O empresário compara a proposta ao modelo de zonas econômicas especiais criado por Deng Xiaoping, que transformou a vila de pescadores de Shenzhen em um polo tecnológico. Gomes cita US$ 7 trilhões em investimentos globais em IA nos próximos cinco anos e estima que o Brasil poderia captar até US$ 2 trilhões, admitindo que, se estiver errado, ainda poderia alcançar US$ 1 trilhão. Ele ainda aponta a necessidade de disciplina fiscal e menciona a tensão diplomática entre o presidente Lula e Donald Trump como obstáculo.
A proposta não traz detalhes sobre a base legal para criar áreas com regimes diferenciados nem indica quais órgãos governamentais estariam envolvidos. Até o momento, não há resposta oficial do governo federal sobre a viabilidade ou os critérios para a implementação dessas zonas de exclusão.
Redação Jornal Voz do Litoral
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