Na manhã de sexta‑feira (7), um estudante de 18 anos abriu fogo na Escola Debsirin Nonthaburi, localizada no distrito de Bang Kruai, província de Nonthaburi, nos arredores de Bangkok. O ataque resultou em quatro mortes, entre professores e alunos, conforme informou o ministro da Educação, Prasert Jantararuangtong, à Reuters. A polícia informou que o autor cometeu suicídio no local, mas não confirmou se o atirador estava entre as vítimas. A escola, que em 2025 contava com cerca de 3.100 alunos matriculados e 147 professores, já havia registrado violência escolar no início do ano. Em fevereiro, na cidade sul‑tailandesa de Hat Yai, um professor morreu e um aluno ficou ferido após um tiroteio em outra instituição de ensino. Esses episódios ressaltam a ausência de um plano nacional de prevenção de violência nas escolas tailandesas. Segundo o tenente‑coronel Dechrapee Kongdee, comandante da polícia provincial de Nonthaburi, as quatro vítimas foram confirmadas, mas não especificou se o atirador estava entre elas. A identificação do autor como estudante foi feita pela polícia, que ainda não divulgou o nome nem o móvel do crime. Em depoimento, o próprio estudante relatou que inicialmente pensou tratar‑se de fogos de artifício, descrevendo o som dos disparos como “bang bang bang”. As imagens divulgadas mostram alunos evacuando em fila e ambulâncias atendendo vítimas no local. Até o momento, as autoridades não apresentaram um relatório detalhado sobre as circunstâncias que levaram ao ataque, nem anunciaram medidas de segurança para evitar novos incidentes. A falta de informações sobre o motivo, o perfil do agressor e as respostas institucionais deixa a comunidade escolar em estado de incerteza. Quem será responsabilizado e quais providências serão adotadas ainda não foram esclarecidos.
Redação Jornal Voz do Litoral
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