Um jovem de 20 anos morreu na madrugada do último domingo (30) após ser baleado durante um baile funk no bairro Jaraguá, região sul de Caraguatatuba. O crime ocorreu por volta das 2h50, quando dois indivíduos chegaram ao local em uma motocicleta e efetuaram disparos contra a vítima. Segundo a Polícia Militar, o espaço onde o evento ocorria estava alugado para a realização da festa. A vítima, identificada como o único óbito no local, apresentava ferimentos na cabeça, braço esquerdo e região torácica esquerda. A equipe USA-02 da PM constatou o óbito no local. A polícia informou que o local possuía câmeras, mas elas estavam desligadas no momento do crime. Em consulta aos antecedentes criminais da vítima, foi constatado que ela tinha registros relacionados aos artigos 33 e 35 da Lei nº 11.343/06, que trata de crimes relacionados a drogas. A Polícia Civil não divulgou detalhes sobre a motivação do crime ou possíveis suspeitos até o fechamento desta matéria. O bairro Jaraguá, onde ocorreu o crime, é conhecido por sua vulnerabilidade social e histórica de violência. Em Caraguatatuba, a periferia — especialmente bairros como Alto Bela Vista, Pariquera e Santo Antônio — convive com problemas estruturais como falta de segurança, saneamento básico precário e infraestrutura deficitária. A região sul da cidade, onde fica o Jaraguá, é marcada por desigualdade social e ocupação irregular, fatores que contribuem para a criminalidade. A morte do jovem de 20 anos reforça a discussão sobre a segurança pública no município, que já registrou aumento nos índices de violência nos últimos anos. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, Caraguatatuba apresentou alta de 12% nos casos de homicídio doloso em 2023 em comparação ao ano anterior. A falta de iluminação pública, policiamento insuficiente e a presença de grupos criminosos são apontados por moradores como causas recorrentes da insegurança na região. A Polícia Civil informou que investiga o caso como homicídio, mas ainda não há informações sobre prisões ou indiciamentos. A família da vítima não foi localizada para comentar o ocorrido até a publicação desta matéria. O Ministério Público de São Paulo não se manifestou sobre possíveis providências para apurar responsabilidades no caso.
Redação Jornal Voz do Litoral
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