Bolsonaro family secures two Senate seats, one deputy loss

Seis integrantes do núcleo familiar mais próximo de Jair Bolsonaro concorreram nas eleições de 2026, disputando cargos que vão da Presidência da República ao Legislativo federal. Flávio Bolsonaro, filho mais velho, foi candidato à Presidência pelo PL, alcançando 48% dos votos no segundo turno. Michelle Bolsonaro, atual esposa do ex‑presidente, foi eleita senadora pelo Distrito Federal com 873.331 votos, representando 28% do total. Carlos Bolsonaro, segundo filho, venceu a disputa pelo Senado de Santa Catarina com 1.902.100 votos, equivalentes a 25,21% dos válidos. Jair Renan Bolsonaro, filho mais novo, garantiu uma vaga na Câmara dos Deputados por Santa Catarina, enquanto seu tio Renato Bolsonaro foi eleito deputado federal por São Paulo. Rogéria Bolsonaro, primeira esposa de Jair, concorreu à Câmara pelos Rio de Janeiro, mas não foi eleita.

A estratégia de candidaturas evidencia a manutenção de um espólio político construído ao longo de anos, ampliando a presença da família em diferentes frentes eleitorais. Em 2022, Flávio havia sido reeleito senador pelo Rio de Janeiro e Eduardo, outro filho, reeleito deputado federal por São Paulo; Jair Bolsonaro chegou ao segundo turno da Presidência, mas foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva. Carlos, que antes era vereador no Rio, mudou de estado para buscar o Senado em Santa Catarina, demonstrando a flexibilidade geográfica da família.

Os resultados confirmam duas vitórias no Senado, duas cadeiras na Câmara dos Deputados e uma derrota na disputa presidencial. Flávio ficou em segundo lugar na corrida presidencial, enquanto Rogéria não obteve sucesso em sua candidatura ao Legislativo. As votações registraram números expressivos, sobretudo para Carlos, que superou a marca de 1,9 milhão de votos, e para Michelle, que consolidou 28% dos votos no Distrito Federal.

O levantamento não traz informações sobre os próximos passos da família ou possíveis alianças futuras. A concentração de cargos entre parentes próximos levanta questões sobre a dinâmica de poder político no país, mas a fonte não esclarece como esses eleitos pretendem atuar nos respectivos mandatos nem quais impactos podem gerar na agenda legislativa nacional.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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