Operações de busca prosseguem em Cali neste domingo (16), quase uma semana depois do terremoto de magnitude 7,4 que abalou o oeste da Colômbia na segunda‑feira (10). As equipes de resgate continuam a remover corpos dos edifícios que desabaram, enquanto autoridades divulgam os números oficiais: cerca de 290 mortos, mais de 140 desaparecidos e mais de quatro mil feridos, conforme dados publicados no sábado (15 de agosto). O sismo, considerado o mais forte registrado na região nos últimos anos, concentrou duas‑terças partes das fatalidades nas cidades de Cali e Pereira. Cali, com população superior a dois milhões de habitantes, ocupa a terceira posição em tamanho no país, o que intensifica a complexidade das operações de socorro em áreas densamente habitadas. Até o momento, as autoridades locais ainda não detalharam planos de reconstrução ou prazos para a remoção completa dos escombros. A continuidade das buscas evidencia a dificuldade de acesso a zonas colapsadas e a escassez de recursos especializados. Organizações internacionais já sinalizaram apoio, mas ainda não há informações sobre a chegada de equipes adicionais ou equipamentos de grande porte. A população afetada permanece em situação de vulnerabilidade, enfrentando falta de água, energia e abrigos provisórios. Apesar dos números divulgados, permanecem dúvidas sobre a extensão total dos danos e a resposta institucional. As autoridades não esclareceram quando serão concluídas as buscas nem quais medidas serão adotadas para prevenir novos desabamentos. A comunidade internacional acompanha o desenrolar, cobrando transparência nas ações governamentais. O que falta para uma resposta coordenada? Acompanhe a apuração completa no site.
Redação Jornal Voz do Litoral
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