Equipes de busca e salvamento trabalham nos escombros de prédios desabados em várias cidades do oeste da Colômbia, uma semana depois do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu San José del Palmar na manhã de segunda‑feira (10). O sismo provocou graves danos de Buenaventura ao interior cafeeiro, afetando cidades como Cali e Pereira, onde mais de dois terços das mortes foram registradas. As estimativas oficiais divulgadas no domingo (16) apontam para mais de 280 mortos, mais de 140 desaparecidos e 4.200 feridos, além de milhares de desabrigados. Em Cali, a terceira maior cidade do país, equipes de emergência continuam as buscas entre pilhas instáveis de concreto e metal retorcido, enquanto a operação de resgate passa gradualmente à recuperação de corpos. O capitão Alberto Hernández, do Corpo de Bombeiros de Cali, afirmou que não há sinais de vida nos escombros, embora mantenha a esperança de encontrar sobreviventes. Tremores secundários aumentam o risco para socorristas e moradores que ainda não podem retornar às suas casas. A capital, Bogotá, transformou um estádio no maior centro de coleta de doações da nação, enquanto em Pereira as autoridades tratam animais de estimação feridos e distribuem ração doada. A presidente recém‑empossada, Abelardo de la Espriella, assumiu o cargo poucos dias antes do desastre e agora supervisiona as ações de socorro, enfrentando críticas sobre a rapidez e a coordenação dos recursos. À medida que as buscas avançam, a esperança de encontrar mais sobreviventes diminui, mas a operação permanece em curso. Ainda não há previsão de término das buscas, nem esclarecimento sobre a logística necessária para atender às milhares de famílias afetadas. Quem responderá pelos recursos e pelos prazos ainda não foi definido.
Redação Jornal Voz do Litoral
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