Eleitores brasileiros escolheram 35 parlamentares que se declaram LGBTQIA+ nas eleições realizadas no domingo (4) de julho de 2026, elevando o número de representantes de 18 para 35, o maior registro histórico, segundo o Instituto Plena Cidadania (IPC).
O levantamento do IPC revela que, somando o Congresso Nacional, as assembleias estaduais e a Câmara Legislativa do Distrito Federal, a bancada cresceu de 4 para 13 deputados na Câmara dos Deputados, manteve um senador e aumentou de 13 para 20 deputados nas assembleias estaduais. Sete das 35 eleições foram de mulheres trans, e 27 (77%) são mulheres, incluindo Erika Hilton (PSOL‑SP), a deputada federal mais votada da história, com 1,5 milhão de votos. Parlamentares negros representaram 57% dos eleitos.
As candidaturas LGBTQIA+ passaram de 327 em 2022 para 519 em 2026. Destas, 79,1% (408) foram de partidos de esquerda, 12,4% (64) de centro e 8,5% (44) de direita. Todos os 35 eleitos pertenciam a siglas de esquerda: 17 do PT, 14 do PSOL, 3 do PCdoB e 1 do PV. Geograficamente, o Sudeste liderou com 20 parlamentares, seguido pelo Nordeste (7), Centro‑Oeste (4) e Sul (4). A região Norte não elegeu nenhum representante LGBTQIA+. São Paulo foi o estado com maior número de eleitos (10), seguido por Rio de Janeiro (5) e Minas Gerais (2).
Mesmo com o salto histórico, a representatividade LGBTQIA+ no Legislativo permanece em 2,15%, bem abaixo dos 9% estimados para a população brasileira. A ausência de representantes na região Norte e a concentração em partidos de esquerda levantam questões sobre a abrangência da inclusão. Até o momento, partidos e instituições não detalharam planos para ampliar a participação nas próximas eleições.
Redação Jornal Voz do Litoral
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