O número de mulheres que encabeçam as chapas presidenciais diminuiu de quatro em 2022 para duas nas eleições de 2026, representando uma queda de 50% no topo das candidaturas. As duas presidenciáveis são Clariana Barão e Fabiana Torquato, do DC, enquanto cinco mulheres concorrem a cargos de vice‑presidente, reproduzindo o patamar de 2018. No total, as mulheres ocupam 27% das 26 posições em disputa, frente a 36% na eleição anterior, refletindo a redução proporcional apesar do aumento de chapas de 22 para 26 vagas. Historicamente, a participação feminina nas eleições presidenciais atingiu seu pico em 2022, quando o número de candidatas chegou a quatro, o maior desde a primeira eleição direta pós‑redemocratização, em 1989. A distribuição mudou: quatro candidatas a presidente e quatro a vice há quatro anos; hoje, duas no topo e cinco na vice, mantendo a presença feminina em cinco das 13 chapas, ou 38% das candidaturas. Entre as mulheres presentes nas chapas estão Cleusa Santos (vice de Edmilson Costa, PCB), Vanessa Portugal (vice de Hertz Dias, PSTU), Samara Martins e Raquel Brício (UP) e Suêd Haidar (vice de Wilson Grassi, Democrata). Os dados ainda podem mudar, pois partidos, federações e coligações terão suas candidaturas avaliadas pela Justiça Eleitoral. Um caso atípico é o de Pablo Marçal, do PRTB, inelegível, que registrou sua chapa no último dia do prazo. Especialistas apontam que a ausência de cotas de gênero para cargos executivos limita a representatividade, e que a responsabilidade recai sobre os partidos e o marco regulatório. Enquanto a lei exige 30% de candidaturas de um gênero nas disputas proporcionais, não há exigência similar para cargos de chefia do Executivo, o que dificulta a igualdade de oportunidades. A matéria destaca que, embora a presença feminina tenha crescido de forma irregular ao longo das décadas, a queda nas candidaturas presidenciais de 2026 evidencia lacunas ainda não resolvidas no processo eleitoral brasileiro.
Redação Jornal Voz do Litoral
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