Caraguatatuba impede visita de oito mulheres

A Polícia Penal do Estado de São Paulo impediu a entrada de familiares de detentos em presídios de Caraguatatuba, Tremembé, Taubaté e São José dos Campos durante o fim de semana de 18 e 19 de julho. O bloqueio ocorreu após os aparelhos de escâner corporal identificarem imagens suspeitas, e as visitantes recusaram realizar exames complementares exigidos pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) na rede pública de saúde. Sem a realização dos exames, o acesso foi negado e processos administrativos foram abertos para suspender o cadastro das visitantes. Em Caraguatatuba, o Centro de Detenção Provisória (CDP) “Dr. José Eduardo Mariz de Oliveira” registrou o maior número de ocorrências. No sábado, seis mulheres entre 19 e 33 anos foram barradas quando o escâner detectou alterações suspeitas. Todas se recusaram a comparecer à unidade de saúde para os exames complementares, o que resultou na abertura de processos internos. No domingo, duas outras mulheres – uma mãe de 44 anos que desacatou policiais penais e uma companheira de 23 anos com alterações nas imagens do escâner – também tiveram a visita negada e tiveram seus cadastros suspensos. Em Taubaté, o CDP “Dr. Félix Nobre de Campos” identificou uma irregularidade na roupa de uma mulher de 42 anos, que tentou retirar um pacote de balas escondido nas vestes, alegando desconhecer a proibição do item. Em São José dos Campos, o escâner apontou um objeto suspeito na companheira de um preso; ela negou portar material ilícito e recusou ser levada ao pronto‑socorro, tendo a visita barrada e o processo de suspensão aberto. Em Tremembé, na Penitenciária I “Dr. Tarcizo Leonce Pinheiro Cintra”, uma mulher foi impedida de visitar o irmão após recusar exames médicos em hospital para checar um objeto suspeito indicado pelo escâner. Os processos administrativos permanecem em aberto e as autoridades penitenciárias não divulgaram prazos para conclusão das investigações. As famílias afetadas continuam sem respostas oficiais, evidenciando lacunas na comunicação e na transparência das medidas de segurança adotadas pela polícia penal.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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