A Secretaria de Serviços Públicos de Caraguatatuba iniciou na segunda-feira (17/8) a reforma da Pista de Bicicross “Ton Ferreira”, localizada no bairro Indaiá. A intervenção prevê recapeamento e nivelamento do asfalto, além da aplicação de concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ). O término dos serviços está previsto para setembro, quando também será feita a demarcação adequada para uso dos atletas. Com aproximadamente 400 metros de extensão, a pista fica na Avenida Geraldo Nogueira da Silva (Avenida da Praia) e é palco de competições regionais, estaduais e nacionais de BMX, além de servir como centro de treinamento da equipe municipal de bicicross. A reforma busca melhorar as condições de segurança e utilização do equipamento esportivo, mas não há garantia de que as obras serão concluídas dentro do cronograma anunciado. A pista, inaugurada há décadas, é um dos poucos espaços públicos dedicados ao esporte radical na cidade, onde o BMX ganhou força nas últimas décadas. Segundo o Comitê Olímpico do Brasil, a modalidade surgiu na Califórnia (EUA) na década de 1960, quando crianças adaptaram bicicletas para imitar motocross, evoluindo para um esporte organizado e integrado à União Ciclística Internacional em 1993. Desde Pequim 2008, o BMX faz parte dos Jogos Olímpicos. Em Caraguatatuba, o equipamento é estratégico para o desenvolvimento do esporte local, mas a reforma chega em um momento de cobranças por melhorias em infraestrutura esportiva na cidade. Enquanto a gestão anuncia a obra, moradores e atletas aguardam a conclusão para verificar se as promessas serão cumpridas. A falta de transparência sobre possíveis atrasos ou imprevistos deixa dúvidas sobre a efetividade do projeto. A Secretaria Municipal de Esportes e Recreação não detalhou os critérios de priorização da obra nem os impactos esperados para os treinamentos e competições. A reforma da Pista de Bicicross “Ton Ferreira” reflete uma política pública que, embora pontual, não resolve problemas estruturais do esporte municipal. Com a conclusão prevista para setembro, resta saber se o equipamento atenderá às demandas dos atletas e se a gestão apresentará justificativas caso os prazos não sejam cumpridos. A comunidade esportiva local segue de olho nos próximos passos da obra.
Redação Jornal Voz do Litoral
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